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MOACIR III

Moacir Dos Santos é um cantor brasileiro que aproveita sua liberdade depois de ter vivido durante anos no hospital psiquiátrico Borda.

Exemplo de força, o protagonista, irá atrás do sonho de filmar seu próprio filme. Assim, do lado do diretor de cinema Tomas Lipgot o filme enche a tela, onde Moacir representará suas fantasias e medos em um ato de cura audiovisual.

“Moacir III” vai além da loucura, tornando-se uma experiência cinematográfica cheia de música e emoções.

Elenco:
Moacir dos Santos
Ruy Alonso como: Cabo Ortega, Barman pianista, Juiz e Enterrador.
Tomás Lipgot
Sergio Pángaro
Marisa Barcellos
Noelia López
Dante Mancovsky
Damián Ubeda
Jenny Giménez
Mauricio Mancovsky
Odair Rodrigues Pimentel
Escola de Samba X-9 Santos

FICHA TÉCNICA:
Direção: Tomás Lipgot
Roteiro: Moacir dos Santos & Tomás Lipgot
Produção: Tomás Lipgot & Sergio Roizenblit
Produção Executiva: Mauricio Mancovsky & Marina Puech Leão
Montagem: Bruno López
Direção De fotografia e camera: Javier Pistani
Música: Moacir dos Santos & André Ricardo
Diretor de som: Hernán Severino
Direção de arte e Figurino: Marcela Vilariño
Administração: Teresa Ogas
Maquiagem e cabelo: Laura Moreno
Direção de Produção: Marisa Reis

2017 / 91 minutos / HD / Som 5.1
Argentina-Brasil
Apta para maiores de 13 años

Duermevela em coprodução com Miração Filmes, com o apoio do Instituto Nacional de Cine y Artes Audiovisuales (INCAA), Agencia Nacional do Cinema (ANCINE) e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

MAIS SOBRE O PERSONAGEM …

Moacir é um brasileiro que migra para Buenos Aires em 1982 para perseguir seu sonho: fazer sucesso como cantor na terra de Carlos Gardel.

Mas Moacir termina internado no Hospital Borda com diagnóstico de esquizofrenia paranóide.

É aí que Tomas Lipgot o conhece e o retrata no documentário “Fortalezas” (2010) e, em seguida, em “Moacir” (2011), filmes antecessores da “Trilogia da Liberdade”.

FESTIVAIS

  • Bafici 2017- Seção “Artes”
  • Festival Construir- Competição de longas-metragens nacionais
  • MARFICI 2017- Seção “Introspectiva”
  • Festival de cine de las alturas, competição Internacional de documentários

Palavras do diretor:

Moacir III era um projeto, agora felizmente virou filme, que eu, pessoalmente, sofrí bastante para atravessa-lo. Eu acho que foi pela natureza experimental do mesmo. Embora tenha havido um roteiro repleto de hipóteses, cuja maioria foi logo se cumprindo, a incerteza me corroeu até o inicio da montagem onde as fichas se acomodaram magistralmente.

Falando um pouco da história da “Trilogia da Liberdade” conheci Moacir em 2005, quando eu estava pesquisando personagens para o documentário “Fortalezas” (2010). Lembro-me perfeitamente daquele domingo no hospital psiquiátrico Borda, onde Moacir estava internado. Assim que o conheci, ele me cantou empolgado uma canção. Havia ali um poder, em um contexto – o manicomio – que é especializado em anular esses poderes. Naquele momento eu decidi que ele ia ser o personagem que representaria o hospital psiquiátrico.

Após a estréia de “Fortalezas” Moacir saiu do hospital voluntariamente, algo muito incomum em pacientes crônicos com longos anos de internação. Ele também me disse que quando chegou à Argentina em 1982, tinha registrado uma dúzia de canções próprias no SADAIC, mas achava que as tinha perdido. Eu decidi investigar e realmente as músicas existiam. Este facto, juntamente com a sua internação, me pareciam dignos de enfrentar “Moacir” (2011), a segunda parte da trilogia, onde vemos a aventura de Moacir, junto com Sergio Pángaro, gravando um álbum com canções recuperadas. O filme teve uma ótima repercussão de público e festivais, tendo participado de aproximadamente 50 festivais, e tendo ganhando vários prêmios e reconhecimentos.

Meu vínculo com Moacir continuou fora da tela. Me comovia ver-lo tão bem, ao longo do tempo, em sua vida cotidiana. Por isso, fui realizando na minha cabeça a possibilidade de fazer um novo e último filme com ele. Eu passei muito tempo com essa idéia germinando, porque estava claro que a abordagem que tinha que ser algo inteiramente diferente dos filmes anteriores e que, por sua vez, tem sua própria autonomia como um filme.

SOBRE O DIRETOR:


Produtor e diretor de cinema. Fundador da produtora Duermevela SRL. Nascido em Neuquén em 1978, estudou na Universidad del Cine y la Escuela de Música de Buenos Aires.

Dirigiu oito curtametragens e os longametragens “Casafuerte” (2004), “Fortalezas” (2010 com Christoph Behl), “Ricardo Becher, recta final” (2011), “Moacir” (2011), “El árbol de la muralla” (2012) e “Vergüenza y Respeto” (2015).

Todos os seus trabalhos participaram em mais de 200 festivais de cinema, ganhando diversos premios e reconhecimentos.

Atualmente se encontra trabalhando no filme de animação “Gilgamesh” e no documentario “”Yo dono rosas oro no doY (Palíndromos). Além disso, está produzindo o documentário “Marta Show” de Bruno Lopez e Malena Moffat e a fição “Los elegidos” de Daniel Gimelberg.

Apoyos: